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O que é

O pólipo endometrial é um crescimento do endométrio, o tecido que reveste o útero por dentro. Pode ser único ou múltiplo, pequeno ou maior, e fica preso à parede do útero por uma base [1]. É uma das causas de sangramento uterino anormal reconhecidas na classificação internacional [3].

Quase sempre é benigno. O risco de alteração pré-maligna ou maligna é baixo e aumenta com a idade, depois da menopausa e quando há sangramento: cerca de 2 em cada 100 pólipos em mulheres em idade reprodutiva e cerca de 5 em cada 100 depois da menopausa [2]. O uso de tamoxifeno também aumenta o risco de pólipo [1].

Sinais e sintomas

  • Sangramento fora da menstruação ou depois da relação sexual.
  • Menstruação mais abundante ou prolongada.
  • Sangramento depois da menopausa, que sempre precisa ser investigado.
  • Dificuldade para engravidar [1].

Muitas vezes o pólipo não dá sintomas e é encontrado em um ultrassom de rotina.

Como investigamos

  1. A sua história e o exame ginecológico.
  2. Ultrassom transvaginal, que costuma mostrar o pólipo; o Doppler ajuda a ver o vaso que o alimenta [1].
  3. Histeroscopia, que olha a cavidade do útero por dentro com uma câmera fina, pela vagina. Confirma o pólipo e, muitas vezes, já permite retirá-lo no mesmo procedimento [1].

A curetagem "às cegas" não é indicada para retirar pólipo quando a histeroscopia está disponível, porque pode deixá-lo para trás [1].

Opções de tratamento

  • Acompanhar: pólipos pequenos, sem sintomas e em mulheres sem fatores de risco podem ser acompanhados. Até 1 em cada 4 desaparece sozinho, sobretudo os menores que 1 cm [1].
  • Retirar por histeroscopia (polipectomia histeroscópica), indicada quando há sangramento, após a menopausa, em quem tenta engravidar, em pólipos maiores ou quando há fatores de risco [1, 2]. Em mulheres com dificuldade para engravidar, retirar o pólipo aumenta a chance de gravidez [1].

Como decidimos juntos

A decisão entre acompanhar e retirar leva em conta os sintomas, a idade, a menopausa, o desejo de engravidar e o tamanho do pólipo [1, 2]. Quando retirar é uma opção, mas não uma necessidade, a consulta explica os dois caminhos. A decisão é sua.

Se a cirurgia for indicada

A polipectomia é feita por histeroscopia: uma câmera fina entra pela vagina e pelo colo do útero, sem cortes na barriga, e o pólipo é retirado e enviado para análise [1]. Muitas vezes pode ser feita no próprio consultório; em alguns casos, é feita no hospital, com anestesia. Os riscos são baixos [1].

Recuperação. Em geral você vai para casa no mesmo dia e volta às atividades em 1 a 2 dias. Um pequeno sangramento ou cólica leve nos dias seguintes é esperado.

Recorrência e acompanhamento

O pólipo pode voltar depois de retirado. O resultado da análise do pólipo orienta o acompanhamento, que costuma ser feito com consulta e ultrassom.

Perguntas frequentes

Pólipo é câncer?

Quase sempre não. O risco é baixo e maior depois da menopausa e quando há sangramento [2].

Todo pólipo precisa ser retirado?

Não. Pólipos pequenos e sem sintomas, em mulheres sem fatores de risco, podem ser acompanhados [1].

O pólipo pode sumir sozinho?

Pode. Até 1 em cada 4 desaparece, principalmente os menores que 1 cm [1].

Tive sangramento depois da menopausa e tenho pólipo. O que fazer?

Nesse caso a recomendação é retirar o pólipo e analisá-lo [1, 2].

Pólipo atrapalha a gravidez?

Pode atrapalhar. Em mulheres com dificuldade para engravidar, retirá-lo aumenta a chance de gravidez [1].

Como é a histeroscopia?

Uma câmera fina entra pela vagina e pelo colo do útero, sem cortes, para ver a cavidade e retirar o pólipo [1].

A histeroscopia dói?

Pode causar cólica. Conforme o caso, é feita com analgesia no consultório ou com anestesia no hospital.

Preciso ficar internada?

Em geral não. Você vai para casa no mesmo dia.

Curetagem serve para tirar pólipo?

Quando a histeroscopia está disponível, não é o indicado, porque pode deixar o pólipo para trás [1].

O pólipo pode voltar?

Pode. O acompanhamento é definido conforme o resultado da análise.

Referências

  1. American Association of Gynecologic Laparoscopists. AAGL practice report: practice guidelines for the diagnosis and management of endometrial polyps. J Minim Invasive Gynecol. 2012;19(1):3-10. doi:10.1016/j.jmig.2011.09.003 · PMID 22196255
  2. Lee SC, Kaunitz AM, Sanchez-Ramos L, Rhatigan RM. The oncogenic potential of endometrial polyps: a systematic review and meta-analysis. Obstet Gynecol. 2010;116(5):1197-205. doi:10.1097/AOG.0b013e3181f74864 · PMID 20966706
  3. Munro MG, Critchley HOD, Broder MS, Fraser IS; FIGO Working Group on Menstrual Disorders. FIGO classification system (PALM-COEIN) for causes of abnormal uterine bleeding in nongravid women of reproductive age. Int J Gynaecol Obstet. 2011;113(1):3-13. doi:10.1016/j.ijgo.2010.11.011 · PMID 21345435

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